Activistas angolanos expressam apoio a ex-eurodeputada Ana Gomes

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Diplomata Ana Gomes

Numa carta enviada à agência Lusa, mais de trinta activistas angolanos mostraram o seu apoio a Ana Gomes, sendo que concordam com as acusações que a ex-eurodeputada fez a Isabel dos Santos.

Mais de 30 activistas angolanos manifestaram esta sexta-feira solidariedade para com a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes, alvo de um processo cível da empresária angolana Isabel dos Santos, elogiando a “longa luta por uma Angola democrática” e o “exemplo de integridade”.

Talvez a nossa posição não seja relevante para a senhora Ana Gomes, em virtude da sua fibra emocional e ética, que não a permite abalar-se frente a luta pela verdade e justiça social, mas temos a obrigação moral de estar ao lado dela por duas razões essenciais: a sua longa luta por uma Angola democrática, e o seu exemplo de integridade”, lê-se numa carta aberta, enviada à agência Lusa.

A ex-eurodeputada Ana Gomes defendeu na quinta-feira, durante as alegações finais de um processo cível interposto pela empresária angolana no tribunal de Sintra a propósito de tweets publicados em outubro pela ex-eurodeputada, que a queixa de Isabel dos Santos é uma tentativa sinistra de a silenciar, enquanto o advogado da empresária considerou que chamar criminosas às pessoas excede a liberdade de expressão.

“À semelhança da posição da senhora Ana Gomes, nós também partilhamos o consenso de que a origem da riqueza que a senhora Isabel dos Santos possui é resultante do favorecimento, fundado sob uma economia extrativa e desumana, da qual o pai foi arquiteto e a filha uma das principais beneficiárias”, lê-se nesta tomada de posição assinada por 33 cidadãos angolanos. “Por estas e outras razões, Isabel tem de justificar a origem da riqueza que tem”, conclui o texto.

Entre os signatários da carta enviada à Lusa, cujo primeiro subscritor é o pastor Elias Isaac, estão Domingos da Cruz, um dos acusados de tentativa de subversão do Estado, e que foram depois indultados, entre líderes de várias organizações da sociedade civil, jornalistas, professores universitários e estudantes.

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