Angola precisa de mais do que a venda da ENSA para colocar as privatizações no caminho certo

0
167

O plano de Angola de vender uma participação maioritária na seguradora estatal Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) não será suficiente para reviver o seu programa de privatizações sem mais transparência e melhor governação, dizem analistas.

O estado está tentando vender uma participação maioritária na ENSA, a única seguradora do país com uma rede de agências em todo o país, até o final de novembro. A venda está aberta a investidores estrangeiros, com prazo de inscrição até 10 de agosto, escreve à revista “The africa report”.

A ENSA tem passado por um longo processo de “profunda reestruturação e modernização, o que a coloca no topo das companhias de seguros em Angola”, perspectivou o economista Milton Delo, que falava a mesma publicação sobre uma eventual privatização da segradora.

O especialista vê a privatização como um ponto de entrada atraente para investidores estrangeiros em Angola.

De recordar que o Governo angolano deu início à primeira fase do processo de privatização da ENSA – Seguros de Angola, companhia que lidera o mercado com uma quota de 37%.

A operação enquadra-se no Programa de Privatizações (PROPRIV) e o procedimento relativo à seguradora “envolve a alienação de 51% do respetivo capital social, conforme autorização concedida pelo Despacho Presidencial nº 81/20, de 5 de Junho de 2020,” segundo um comunicado do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE).

Seja o primeiro a comentar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário
Por favor, escreva o seu nome aqui