O site português “África Monitor” revela que a criação de condições legais para apreensão de vastos bens e imóveis, de elevado valor, pertencentes a Higino Lopes Carneiro é motivo, em círculos próximos ao antigo governador da Província de Luanda para sua constituição como arguido, 12 de Fevereiro, em Luanda, pela Procuradoria-Geral da República.

Aquela plataforma digital entende que estão a ser criadas condições para que às autoridades confisquem o conglomerado império que, alegadamente, o antigo governador de Luanda terá conseguido com os fundos públicos.

Em círculos próximos aos “camaradas” fala-se de em de marchas para aferir não só os crimes que pesam a Higino Lopes Carneiro, bem como os investimentos avaliados em milhões de dólares em diversos sectores da praça financeira angolana.

Higino Carneiro, de 63 anos, foi constituído arguido num processo de suspeita de má gestão durante o tempo em que exerceu essas funções, entre 2016 e 2017.

As suspeitas recaem no período em que o actual deputado do MPLA governou Luanda, mas há outros casos em averiguação de quando era ministro das Obras Públicas.

Higino Carneiro terá sido ouvido, já na qualidade de arguido, pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) angolana.

Erros atribuídos a Higino Carneiro

Há meses, a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) detectou irregularidades durante as inspecções realizadas em diversas entidades públicas, conduziram ao congelamento de contas bancárias de vários governantes, incluindo do ex-ministro ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro.

As suspeitas de má gestão, Higino Carneiro, de acordo o IGAE, nunca justificou despesas de cerca de 30 mil milhões de kwanzas relativas a um período no tempo em que foi ministro das Obras Públicas angolano, tal como exigiu na altura o IGAE.

Além das promoções indevidas e dos encargos com carros externos à instituição, o antigo ministro das Obras Públicas não celebrou contratos com o pessoal eventual e deixou por justificar despesas naquele valor.

O IGAE constatou a existência de “remuneração ilegal” da Comissão de Coordenação do chamado Projecto da Linha de Crédito da China, bem como a aquisição de meios não inventariados e a execução de 64 contratos cujos vistos foram recusados pelo Tribunal de Contas.

Higino Carneiro, além de governador da província de Luanda e da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, exerceu as mesmas funções nas províncias do Cuanza Sul (1999-2002) e do Cuando Cubango (2012).

O deputado à Assembleia Nacional foi igualmente segundo vice-presidente do Parlamento angolano e entre 1991 e 1999 esteve ligado ao processo de negociações de paz para Angola como chefe adjunto da Comissão Político-Militar e vice-ministro sem Pasta do órgão Coordenador do Processo de Paz.

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