Redacção

Há três semanas que a cidade de Cabinda entrou em turbilhão policial por causa de inúmeras detenções de activistas e de membros do Movimento Independentista de Cabinda que, por sua vez, ambicionavam marchar em alusão ao aniversário do Tratado de Simulambuco, que se comemorar a 1 de Fevereiro, e o fim de prisões arbitrárias.

Em comunicado assinado pela Associação para Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos (ADCDH)  dá conta que o ambiente na província de Cabinda é de hostilidade por parte da Polícia a activistas dos direitos humanos.

“No dia 29 de Janeiro os cidadãos António Victor Tuma (Nelinho) no bairro 4 de Fevereiro Rua do Amaro Tati, João Zau Mambimbi e Madalena Marta Izovo Gimbi ambos detidos no bairro 1° de Maio zona de Luvassa – Norte por volta das 17horas, respectivamente, foram detidos e mandados para cadeia sem nenhuma explicação”, espelha.

Conta que no mesmo dia vários membros do Movimento Independentista de Cabinda foram presos, quando decidiram sair nas ruas, antecipando a marcha do dia 01 de Fevereiro.

Para a Polícia, todo o activista que se identifica do Movimento Independentista de Cabinda deve ser detido, porquanto, consideram que todo indivíduo que se ache activista e esteja ligado ao MIC, por achar um grupo separatista na província mais ao norte de Angola.

As rusgas, descreve a nota, foram feitas pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR), Agentes dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) e Polícia de Ordem Pública.

Assegura que todos os cidadãos detidos foram encaminhados na Cadeia Civil de Cabinda, onde diariamente regista uma enchente de familiares, activistas e amigos, que acorrem ali para visitar e fazer chegar alimentação aos detidos.

A ADCDH apela ao Governador da Província de Cabinda que respeite os Direitos Humanos em Cabinda, porque já é um compromisso do Estado Angolano, para não fazer daquela cidade um centro de detenção de quem pensa diferente.

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