Caso IURD: Macedo antecipa crise diplomática entre Luanda e Brasil para recuperar património

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Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil, Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e Sílvio Santos, fundador do grupo Bandeirantes

O império de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, está ruir em Angola. Contas bancárias, Templos, imobiliária e um grupo de media são, de resto, o património perdido por Macedo e já algum sobre batuta da comissão de reforma.

Bispo Honorilton Gonçalves, o seu representante e sócio, em Luanda, está abraços com vários processos-crimes, por suposta lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ainda assim, Edir Macedo não quer desistir da contenda e está a usar todos os meios ao seu alcance para que se desplote crise diplomática entre Brasil e o estado angolano, já que sua congregação religiosa apoio a empurrar o Presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, apurou à apublica de uma fonte.

O líder do ramo brasileiro da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, incluindo três fiéis foram constituídos arguidos e vão a julgamento, por suspeita de crimes de associação criminosa e branqueamento de capitais.

Trata-se de Honorilton Gonçalves, representante do ramo brasileiro da IURD em Angola, Fernando Teixeira, ex-director da Record TV África, o bispo António da Silva e o pastor brasileiro Valdir Sousa.

Manuel Halaiwa, porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) refere, igualmente, que o processo resulta das denúncias feitas, em dezembro de 2019, por um grupo de bispos e pastores angolanos, no seguimento do conflito que opõe as duas alas.

“Com nas referidas denuncias procedeu-se abertura do processo-crime, pelo facto, que configuram os crimes de branqueamento de capitais em que figuram os senhores Honorilton Gonçalves da Costa, António Pedro Correia da Silva, Valdir Sousa dos Santos e Fernando Henriques Teixeira”, o oficial do Serviço de Investigação Criminal.

Manuel Halaiwa Clarificou que o processo foi remetido ao Ministério Público depois da análise e prática de actos processuais subsequentes e remeteu-se a queixa, no dia 5 de maio, em tribunal.

“Acreditamos no desfecho justo”

Por sua vez, a assessoria de imprensa do ramo brasileiro da IURD negam as acusações que pesam sobre os responsáveis e  acredita no desfecho justo e imparcial do caso.

Para Ivone Teixeira, a IURD, Igreja Universal do Reino de Deus em Angola, e os membros do corpo pastoral continuam a se beneficiar do principio da presunção de inocência consagrado na nossa constituição no artigo 67.2.

“Nós continuamos a negar veemente todas às referidas acusações. Estamos plenamente seguros que a justiça é divina e acreditando nas leis da República de Angola, bem como no desfecho justo e imparcial deste assunto”, defendeu a directora para Comunicação Institucional da ala brasileira da IURD em Angola.

Os conflitos entre a ala brasileira e a ala angolana da IURD em Angola arrastam-se desde finais de 2019, com trocas de acusações mútuas e processos judiciais em curso.

Em abril,  50 missionários brasileiros da IURD foram notificados pelo Serviço de Migração e Estrangeiros para deixar a Angola, porque, a nova direção angolana da igreja decidiu dar por fim acessação da actividade eclesiástica dos religiosos.

Crise diplomática à vista

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Carlos França, solicitou ao embaixador angolano em Brasília, Florêncio Mariano, explicações sobre a “notificação de deportação de 34 cidadãos brasileiros” em Angola.

Em causa está a deportação de missionários da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que foram notificados em abril para deixarem voluntariamente o país por terem cessado a actividade eclesiástica em Angola. Os missionários tiveram vistos cancelados na sequência de um ofício da nova direção angolana da IURD.

Em comunicado, o Governo brasileiro indicou que, desde que a Embaixada do Brasil em Luanda tomou conhecimento das deportações e manteve “permanente contacto com as autoridades angolanas para assegurar a devida proteção consular, que foi prestada em cada ocasião em que foi necessária”.

Hemingarda Manuel

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