CCE sem “comissão” para responder projectos do órgão

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Presidente d Comissão da Carteira e Ética, Luísa Rogério

As verbas do Orçamento Geral do Estado (OGE) dedicadas à Comissão da Carteira e Ética (CCE) ainda não foram alocadas, até ao momento, revelou, recentemente, a sua presidente, Luísa Rogerio. CCE sobrevive das contribuições dos jornalistas que são pagas para aquisição da carteira.

Em desabafo à imprensa, a também jornalista refere que, passados alguns meses, a Comissão da Carteira e Ética não beneficiou de nenhum valor a que tem direito.

Reconheci que a falta de dinheiro tem provocado embaraços nos projectos agendados pela direcção, que se socorre das contribuições arrecadas durante a inscrição dos para a aquisição da Carteira dos jornalistas para sustentabilidade do órgão.

Luísa Rogerio, que falava à margem do “Encontro Nacional de Quadros da Comunicação Social”, onde foi uma dos animadores ao certame, aproveitou a ocasião para  condenar a detenção de jornalistas, durante o exercício da actividade, referindo-se à liberdade de expressão e imprensa, o direito a informar e ser informado.

“O que se ganha deter um jornalista e aprisiona-lo, quando devia ser sancionado disciplinarmente? As penas podem ser convertidas em multas, sobretudo, porque, o profissional não violou os princípios da ética”, sugeriu.

“Não se pode falar da liberdade de imprensa num país com monopólios dos órgãos públicos, com dificuldades de fazer contraditório, sem órgãos privados e com apenas dois jornais diários”. De acordo com a dirigente, é imprudente comparar Luanda e demais províncias em matérias da liberdade de imprensa.

Alexandre Mahula

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