CNJ fomenta traição e divisão entre revús

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Marta Martins

O Conselho Nacional da Juventude está a ser apontado, a par do Gabinete de Cidadania e Sociedade Civil do MPLA, cuja directora é Anabela dos Santos Dinis, como sendo o órgão promotor de divisão e traição entre revús, corropendo jovens com casas, dinheiro e carros.

O seu presidente Isaías Kalunga, de acordo com alguns activistas ouvidos por este jornal, é a pessoa indicada e que dá rosto para materialização do processo a favor dos  jovens “famintos”, pondo em causa os princípios que norteia a organização desde 2011.

Domingos da Cruz, Hitler Samussuku, Luaty Beirão, Dito Dali e outros já vieram a públicos se demarcarem de qualquer intenção em receber uma casa ou qualquer ideia corrupta, já que foram todos visados numa lista para aquisição de casas.

Mas há um senão do movimento, segundo os nossos entrevistados, entre os revús menos atentos e aqueles que já desconfiavam que essa iniciativa do CNJ seja uma foram de apaziguar as revoltas sociais de rua, uma vez que Angola tem sido palco de várias manifestações.

As mil casas da urbanização “Vida Pacifica”, ao Zango-0, município de Viana, Luanda, que Isaías Calunga, presidente do Conselho Nacional da Juventude, prometeu que seria distribuídas até finais de Novembro, a juventude, já era desconfiada por Luaty Beirão.

Luaty desabafa

“Hoje de manhã comecei a receber mensagens a perguntar-me acerca de uma lista onde o meu nome constava. Ao dizerem-me que era uma lista do CNJ para receber casa não me escandalizei porque já estava a antecipar esta “investida” desde o dia seguinte da visita do Kalunga ao PR, quando saiu uma notícia que tinham 1000 casas para distribuir”, rabiscou Luaty Beirão.

O activista diz que percebeu que haveriam de tentar, como é da praxe, agarrar algumas pessoas pela barriga. “Então pensei que era mais uma daquelas listas que a brigada cibernética do MPLA mete a circular para causar confusão na mente das pessoas que acreditam em qualquer pataquice apócrifa que pulula pelas redes”.

Luaty afirmou na sua rede do facebook que acabou confuso, ao ver na primeira página do documento submetido ao CNJ, a assinatura de uma das pessoas por quem tenho mais estima e consideração desde que começámos com as nossas lutas, Mbanza Hamza.

Prosseguiu inda dizendo que a confusão aumentou quando o fizeram  reparar que o documento era do ano passado.

“Tendo o Mbanza acesso direto a mim, não consegui entender porque tomou a iniciativa de incluir o meu nome nesta lista sem antes me consultar a solicitar a minha anuência, pior, como deixou passar um ano sem me dar a conhecer que o tinha feito. Nunca lhe teria dado e ele conhece-me o suficiente para saber disso”, desabafou.

Confirma que falou com o Mbanza e ele detalhou a cronologia dos factos que, apesar dos pesares, mitigou um pouco a sua angustia, afirmando que não tinha conhecimento, assim como não deu autorização e não está interessado em “facilidades” concedidas por organismos ligados ao poder.

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