Estudantes angolanos denunciam impedimento de marcha

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O Movimento de Estudantes Angolanos acabou por não realizar a marcha de protesto, agendada para este sábado, contra o aumento das propinas e aponta o dedo às autoridades.

Francisco Teixeira, líder do Movimento de Estudantes Angolanos, disse desconhecer as motivações que estiveram na base do impedimento da marcha, mas avisa que a sua organização vai continuar a exigir, na rua, a redução dos emolumentos.  A manifestação pretendia exigir a revogação do diploma que autoriza o aumento de propinas no ensino privado e público-privado entre 15% a 25% para o ano lectivo de 2021/2022.

“Só à polícia é que sabe por que estão a nos impedir. Há que querem usar a polícia para reprimir as nossas causas. Vamos continuar a apelar o Presidente da República para que reveja os preços e aumente a fatia que se dá para educação”, continuou Francisco Teixeira.

O responsável associativo apelou à classe estudantil para boicotar a abertura das actividades lectivas nos estabelecimentos de ensino superior, que arrancam a 30 de Setembro.

O Movimento de Estudantes Angolanos promete que não vai desistir dos protestos de rua até que o Governo recue na sua decisão.

“Os argumentos para subida das propinas, no actual contexto, poderá resultar na desistência de muitos alunos no presente ano lectivo”, disse Francisco Teixeira.

O Movimento dos Estudantes Angolanos pretendia chegar até as instalações do Ministério das Finanças para fazer o manifesto sobre a indignação dos estudantes.

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