Filho de ex-embaixador na China rouba e foge com mais de três milhões de USD de sócios

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Uma facha de Luanda/Angola

Hemingarda Manuel

António Bernardo, filho do antigo embaixador angolano na China, João Bernardo, é acusado de roubar e fugir com mais de USD 3.00.000,00 (Três milhões mil dólares americanos), da empresa de construção sino-angolana CRBC, deixando os sócios a sua sorte. Empresário bandeou- se na Suíça onde, supostamente abriu um escritório.

O empresário recusa-se a pagar as compensações a Jorge dos Santos Monteiro e o advogado Francisco Arsénio Silva, dois sócios com quem assinou acordo de pagamento de serviços prestados, autenticado por notário.

Para escapar de seus companheiros, o rebento do também antigo ministro da Educação fixou residência na Suíça e dirige a empresa (PGCapital na Suiça: P+G CAPITAL SA, Corso San Gottardo 35 – 6830 Chiasso, Ticino – Switzerland.

Fontes dizem que António Gaspar já responde em Portugal a um processo que decorrem trâmites jurídicos, através de um solicitador, que em Angola é advogado, inscrito na Ordem.

O defensor dos interesses da firma angolana Africa Corporation, vulgo AC, de que é sócio António de Jesus Ferreira Bernardo é o advogado, Carlos Eloy Torres de Carvalho, que em Portugal actua neste processo na qualidade de solicitador e a quem os dois lesados acima referidos endereçaram uma carta pedindo uma cópia do contrato final.

Os queixosos querem apenas os comprovativos onde contém os pagamento directo e indevido no valor de um milhão de dólares, por parte da construtora chinesa CRBC a António Bernardo, em vez da firma AC, de que é sócio e o verdadeiro destinatário da transferência.

E é aqui que reside o pomo da discórdia gerada pelo silêncio e recusa de António Bernardo em pagar a intermediação dos mediadores acima referidos, que desconfiam ter o sócio da Africa Corporation, AC, recebido valores mais altos das mãos da construtora CRBC, em função da carteira de obras angariada, ao que se diz, com a mão amiga de José Filomeno dos Santos, a quem António de Jesus Ferreira Bernardo recorreu, tornando-o à posteriori, sócio da African Corporation, AC, para concretizar, sem empecilhos, a inserção da construtora chinesa CRBC, no plano geral de projectos de construção no país.

A construtora chinesa está bem implantada em obras estratégicas do setor dos transportes e era na altura dos factos representada por Carlos Ramjanali conhecedor do assunto, que deu origem a este litígio, que prometemos desenvolver em próximas edições com mais detalhes.

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