Incidentes à imprensa pública marcou a reunião da UNITA

0
119

Supostos militantes da UNITA ameaçaram e intimidaram os jornalistas da imprensa pública, assim como tentarem impedir o acesso ao local onde decorreu a reunião dos “manihnos”. UNITA vai a congresso até 4 de dezembro.

A I reunião da Comissão Política da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) ficou registada com alguns incidentes a jornalistas da Rádio Nacional de Angola, TPA e TV Zimbo, que foram ameaçados e proibidos a entrarem ao local no qual decorreu o encontro dos “maninhos”.

Só não aconteceu o pior, porque, o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, foi chamado apaziguar a fúria dos jovens contra os profissionais, que acusam a imprensa pública de, supostamente, boicotarem os trabalhos da UNITA.

À margem da reunião do “Galo Negro”, Teixeira Cândido repudiou atitude de presumíveis militantes da UNITA contra os jornalistas e apelou aos seguidores de Jonas Savimbi a se absterem de tais práticas.

“Adalberto presidente”, “ACJ a juventude está contigo”  e “ Samakuva fora”,   eram, entre outras,  palavras entoadas pelos apoiantes do líder desposto do Galo Negro, que se deslocaram ao local que acolheu o encontro da UNITA.

“Recebemos a informação de que alguns jornalistas estavam ser impedidos de a ceder ao quintal no qual  decorreu a reunião do partido UNITA, fundamentalmente, os que trabalham para os órgãos públicos de comunicação social. Não se pode  continuar ameaçar jornalistas, não se pode a intimidar os jornalistas. Esperamos que seja a última situação que oponha os jornalistas e os militantes, por exemplo, da UNITA”, avisou.

Congresso em Dezembro

Apesar da confusão, Clarice Caputu, militante da UNITA indicada para ler o comunicado final, especificou que os participantes ao certame acordaram que o XIII Congresso deve ser realizado de 2 a 4 de dezembro próximo.

Os membros da Comissão Política da UNITA apelam à unidade dos militantes em torno da nova direcção para protagonizar a mudança e rejeitam a intromissão do Tribunal Constitucional na gestão da vida interna do partido.

Consideram, ainda, que o acórdão 700/2021 do Tribunal Constitucional é meramente político, pois, visa dividir a UNITA, travar o movimento social para à mudança e impedir a alternância em 2022.

“A I Reunião Extraordinária da Comissão Política da UNITA ouviu a posição do Presidente do Partido sobre a necessidade da realização do XIIIº Congresso e aprovou com 222 votos (94,9%) favoráveis, Um (1) voto contra (0.4%) e Onze (11) abstenções (4,7%) a realização do XIII Congresso até 4 de dezembro de 2021”, descreve o comunicado.

A UNITA condenou, igualmente, o retrocesso do Estado de Direito Democrático em Angola, com o sequestro das instituições públicas pelo partido no poder, através dos serviços secretos e dos gabinetes de acção psicológica.

Os militantes da UNITA apoiam a posição tomada pela CEAST na sua última plenária anual, que apela para a contenção do ambiente político pelos Partidos Políticos.

O apela aos cidadãos maiores de 18 anos para efectuarem a actualização do seu registo eleitoral, com vista a capacitarem-se para o voto e protagonizarem a alternância democrática em 2022, também foi espelhado na nota.

Por último, a Comissão Política da UNITA solidarizou-se com as populações do Sul de Angola “severamente” atingidas pelas consequências da seca e apela que esta calamidade seja um factor de efectiva irmandade e não seja usada para fins político-partidários.

Seja o primeiro a comentar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário
Por favor, escreva o seu nome aqui