Médico de José Eduardo dos Santos despeja mais de 200 famílias

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Alexandre Mahula

Mais de duzentas famílias no distrito da Baia, município de Viana, em Luanda, podem ficar privadas das suas casas, por alegada ocupação ilegal de um terreno, por um presumível médico do Ex-Presidente Angolano, José Eduardo dos Santos.

Yamba, cuja identidade nos remete ao passado, visto que se gaba por ter trabalhou nos corredores da Cidade Alta a convite de José Eduardo dos Santos, va demolir e construir um gigante quintal, numa área com mais de 600 metros, no qual residem mais de 200 famílias.

Como fazem saber Luzia António e Elisa José, duas anciães  aflitas, fazem saber, que apelam ajuda das autoridades com intuito de travar as intenções do alegado ex-médio do antigo chefe do Estado.

Confessaram que descobriram o espaço durante a viagem de colheita de latas na luta pela sobrevivência, mas, atendendo o abandono do espaço decidiram construir lá os seus aposentos já alguns anos.

“Vivíamos no Calemba II e dependemos da recolha de latas para vender. Descobrimos este espaço há mais de dois anos, era uma área de muitos assassinatos de pessoas, inclusive encontramos um esqueleto de pessoa pendurado numa árvore, supostamente de uma pessoa enforcada”, denunciam.

De acordo com os populares do bairro “Esqueleto, como é conhecido (por ter sido um campo de assassinatos de pessoa), doutor Yamba, que diz ser o proprietário do espaço, há vinte anos, nunca deu a cara juntos daquela população sem tecto e, disse, apenas apareceu neste período, alegando ser o dono.

Consultado pelos populares numa possível negociação, Yamba, longe de abrir a mão em benefício dos carentes, organizou e ordenou uma equipa de pedreiros, para a construção de um gigante quintal nos mais de 600 metros de espaço, com as famílias no interior do mesmo.

A comunidade clama pela ajuda, pois, por trás da falta de tecto a fome, cede e assistência médica e medicamentosa, negam abandonar o terrenos até que lhe seja atribuída um outro lugar.

Diante de todo o conflito que se instalou entre as partes, os “ocupantes” declaram nunca abandonar o espaço, até as últimas consequências.

Lembre-se que, o município de Viana é frequentemente conotado por ser o que regista mais conflitos de terras.

O Apública estará no encalço do desenrolar deste litígio, que envolve os munícipes da Baía, em Viana.

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