OrionTV, o canal do MPLA

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O MPLA deve criar ainda no decurso deste ano o seu próprio canal de televisão, visando os desafios eleitorais que se avizinham, designadamente as eleições legislativas de 2021 e as autárquicas que o presidente João Lourenço prometeu para 2020, mas que parecem tremidas.

A informação foi dada ao Correio Angolense por fonte bem informada no Kremlin, como é também tratada a sede do MPLA.

De acordo com essa fonte, o canal televisivo dos “camaradas” vai estruturar-se a partir da agência de publicidade Orion, detida pelo MPLA e que durante anos produziu conteúdos propagandísticos como “Nação Coragem” para a TPA. Associada a experientes empresas de publicidade brasileiras, como a PROPEG, primeiro, e a LINK, depois, a Orion ganhou bastante experiência no ramo televisivo.

O canal deverá designar-se OrionTV e tem já todo o material em Luanda e funcioná, njuma primeira fase,  nas instalações do antigo DIP-Fotografia, onde está também a Orion, na praceta Farinha Leitão. Nos próximos dias, técnicos estrangeiros chegarão a Luanda para iniciar a montagem do material que foi classificado como sendo de ponta e “tecnologicamente muito superior” ao utilizado pela TPA.

Fazendo fé na nossa fonte, neste momento a direcção do MPLA está à procura de uma figura impactante para dirigir o canal, uma vez que Rui de Castro “Ruca”, procedente da TPA, não reúne consenso na cúpula do partido, além de ser bastante contestado por grande parte de trabalhadores da Orion. Por isso, deverá “pescar” na TPA ou na RNA.

Sebastião Lino, um quadro da RNA que vem sendo apontado como hipótese para substituir Celso Malavoloneque no cargo de secretário de Estado da Comunicação Social, é também um nome sobre a mesa para dirigir a futura estação televisiva. Actualmente, Sebastião Lino é chefe de Divisão no DIP.

Com a criação do seu próprio veículo televisivo, o MPLA amplia o domínio sobre a comunicação social angolana.

A futura Orion TV será um complemento da ANGOP, Jornal de Angola e Televisão Pública de Angola.

Além da comunicação social pública, que controla com mão de ferro, o MPLA tem um inexpressivo jornal, designado EME. É uma publicação de periodicidade quinzenal, mas que é desconhecida da maioria dos militantes do partido. É mesmo improvável que os próprios dirigentes do MPLA prestem alguma atenção ao EME.

 

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