PRA-JA acerta agulhas para relançar Abel Chivucuvucu

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Abel Chivucuvucu, coordenador da Comissão Instaladora do PRA-JA

PRA-JA, Partido do Renascimento Angolano – Juntos por Angola – Servir Angola, não está conformado com o chumbo que recebeu do Tribunal Constitucional, por isso, “os seguidores de Abel Chivucuvucu” estiveram reunidos esta quinta-feira, 11, para analisar e traçar o futuro da organização, caso receba um “sim” daquela instancia judicial.

Durante encontro, realizado numa das unidades hoteleiras de Luanda, a task force ad-hoc da comissão instaladora do PRA-JA abordou questões como às autarquias, o tecido social dos angolanos provocado pela covid-19, a situação actual das empresas angolanas e por último o recurso apresentado ao Tribunal Constitucional.

Na ocasião, o coordenador do PRA-JA, Abel Epalanga Chivucuvucu, mostrou-se preocupado com a fome e miséria provocadas pela covid-19, que, para ele, vai deixar traumas e que é um dos desafios o mundo, particularmente Angola já se confronta.

Para o efeito, propõe a publicação dos verdadeiros dados da pandemia e explicar de forma objectiva a gravidade da situação, como pressuposto para construir o futuro com base na verdade, o que poderá preparar o cidadão para eventual agravamento da situação em Angola.

Deste modo, o político, por sua vez, instou o Governo a reduzir a carga fiscal às empresas para salvaguarda-las da falência e mitigar o desemprego endémico, a criação de fundos de financiamento e entende que o sector petrolífero vai continuar a sofrer um declínio, a médio e longo prazo, tendo em conta as crescentes apostas globais em energias renováveis e em motores eléctricos.

Relativamente a sua participação às autarquias, o líder político sublinhou que, apesar das barreiras que o TC tende a impor no processo da legalização do partido, o tempo joga a seu favor, contudo,  as interferências impostas pela covid – 19 não podem servir de argumentos para adiar o processo autárquico.

“Estamos a chegar a conclusão que as eleições autárquicas já não terão lugar em 2020, porque não há vontade política e a covid 19 veio agravar ainda mais a situação”, referiu.

Chivucuvucu lembrou que nunca vi na história da política angolana um partido apresentar 32 mil assinaturas para sua legalização   e que depois é chumbado pelo Tribunal Constitucional, considerando de má fé a atitude do juiz presidente  ao inviabilizar a inscrição do partido.

A par do que aconteceu na primeira fase, o politico, além de acusar o TC de agir de má fé na tendência de “frustrar” o sonho dos militantes, compreende, que a não devolução dos primeiros vinte e três (23) processos da parte do Tribunal Constitucional à comissão do PRA-JA, prova que os mesmos estavam em conformidade com o exigido na lei.

O PRA-JA garantiu que no período de 60 dias prevê a realização de acções multiformes, de carácter politico, social e diplomático, em conformidade com a constituição e a lei.

Alexandre Mahula

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