Reú do caso “Barão da droga” condenado a quatro anos de prisão

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O réu Waldir Carlos, do conhecido caso “Barão da droga” em Angola, foi condenado hoje (segunda-feira) pelo Tribunal Provincial de Luanda a uma pena de quatro anos de prisão, por tráfico de drogas.

Waldir Carlos, casado, de 47 anos de idade, começou a ser julgado a 29 de Julho deste ano por crimes de tráfico de drogas e associação criminosa, tendo sido absorvido da última acusação do Ministério Público por insuficiência de provas.

De acordo com o Ministério Público, fruto de uma denúncia, a Direcção de Combate ao Narcotrafico, do Serviço de Investigação Criminal (SIC) tomou conhecimento da existência de alguns cidadãos nacionais e estrangeiros que vendiam drogas nos distritos urbanos do Sambizanga, Ingombotas, Maianga, Rangel e na baixa de Luanda, supostamente liderados pelo referido réu, o que culminou na abertura de um processo de busca, em 2018.

Durante esse período, várias diligências foram efectuadas junto do arguido, como acompanhamento e vigilância, em cooperação com a Interpol Brasil, onde o arguido estava no mês de Maio de 2019, com relatos de ter mantido contactos com traficantes brasileiros, no Estado do Rio de Janeiro, o que não ficou provado, daí a absolvição no crime de formação de associação criminosa.

Também não ficou provado que o réu tenha vendido, em Agosto do ano transacto, 150 gramas de cocaína, assim como que terá despachado 130 gramas do mesmo produto no dia 17 de Outubro, deste mesmo ano.

O que ficou provado e levou a condenação de Waldir Carlos foi as buscas realizadas em Novembro de 2019 em que os agentes do SIC, com mandado de revisto, busca e apreensão, foram a discoteca W-Club e encontraram no seu escritório 200 gramas de cocaína, dissimulada em caixa de perfumes.

Essa cocaína serviu de provas para condenar o réu no crime de tráfico de drogas.

Para o advogado de defesa José Carlos, disse ser um bom exercício de justiça, apesar de algumas pressões externas ao processo, mas o tribunal fez o seu trabalho com base na lei e na convicção próprio que retirou dos dados produzidos.

Segundo o advogado, a esperança é que fosse feita justiça e a decisão do tribunal foi equilibrada.

Neste momento o arguido vai reflectir sobre a decisão e tem cinco dias para interpor recurso.

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