Seca provoca mortes e crise alimentar na província da Huíla

0
59

Hemingarda Manuel

“Estamos a morrer de fome, por causa da falta de chuvas”, desabafam dezenas de nativos da província da Huíla.

A situação da seca e a fome em vários municípios da província da Huíla, sul de Angola, agrava-se cada dia-dia que passa, devido à prolongada falta de chuvas na região.

Segundo relatos de populares, o problema é grave e põe em risco a vida de milhares de pessoas que nos últimos dias se socorrem de raízes para comer, por causa da fome provocada pela seca.

Os camponeses ressaltam, por sua vez, que a situação já começou a provocar estragos em várias comunidades que têm dificuldades de acesso a comida e água, comprometendo ano agrícola na província.

Aliás, os homens da enxada aclaram que a seca e a fome não resumem apenas em humanos, os animais também têm sido vitimas do fenômeno, o que deixa preocupado muitos criadores de gados.

“Não há nenhuma assistência alimentar nem  abastecimento de água por parte do governo”, lamentam os camponeses da Huíla, que têm agricultura familiar, como a única fonte para de produção de alimentos.

Desesperados, os nativos daquela região solicitam ao Governo no sentido de tomar medidas urgentes que possam acautelar a situação que assola as populações que sobrevivem do campo.

“Estamos mal mesmo. Até estamos a morrer, mesmo o inocente e até a formiga está morrer por causa da seca. Na área onde estamos às pessoas estão a dormir com fome. Estão a comer paus que se chama mutunda. O milho está a secar. Está mesmo seco. Não está cair chuvas e as coisas estão complicadas. Alguns vizinhos não têm mais milho para poder se alimentar”, desabafam.

Recentemente, Domingos Nascimentos, director do INAMET, esclareceu, entrevista à Radio Nacional de Angola, que nos próximos três meses, algumas regiões do país vão registar um período longo de estiagem.

O especialista avança que esta ausência de chuvas se justifica através da escassez de precipitações que esteja a ser influenciada pelo fenômeno Leninha.

“Poderemos ter zona do país que há alguma probabilidade de haver algum período longo de estiagem. O que nós neste momento podemos alertar é sobre os próximos três meses que essas regiões podem haver algumas precipitações  durante algum tempo e o que tem ocorrido desde novembro do ano passado”.

Apontam, ainda, os municípios da Caconda,Chibia, Gambos, Caluquembe e Chipindo entre  as localidade que mais sofrem com ausências das chuvas.

Dê uma sugestão

Seja o primeiro a comentar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva o seu comentário
Por favor, escreva o seu nome aqui