SINSE-SIE: Emboscada à FLEC/FAC traduzida em milhões a favor de general?

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Combatentes da FLEC/FAC

A secreta angolana está disposta asfixiar a Flec-Fac, o maior movimento independentista que há décadas reivindica um estatuto para província de Cabinda, usando anticorpos para negociar em nomes de grupos da região. Emmanuel Nzita não tem dúvidas que o general Sumbo, que há cerca de um mês conferenciou sobre caso Cabinda, seja mais um instrumento dos serviços de inteligência.

Desde que o Presidente João Lourenço chegou ao poder, o general José Luís Caetano Higino de Sousa “Zé Grande”, director do Serviço de Inteligência Externa (SIE), tem sido  citado, como sendo o interlocutor das alegadas negociações com a Flec-Fac, soube o “Apública”.

São no total quatro encontros que terá juntado à secreta angolana e o movimento separatista de Cabinda, mas sem resultado devido aos “prémios de rendição” que o general Zé Grande propõe a Emmanuel Nzita, reporta o líder do grupo.

Em conversa com esta publicação, o entrevistado confessa que às negociações ficaram aquém das expectativas, pois, que o general sempre interrompeu as conversações, pensando que os membros da Flec se encontram na posição de fracasso para rendição.

“Ele conversa com a delegação e por detrás persegue os integrantes, prometendo carros, empregos, casas e dinheiro, caso se rendam ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). E a resposta de Emmanuel Nzita: “ a Flec não têm exclusividade de Cabinda, mas sim o povo e os partidos políticos”, segredou.

Para o responsável, a Angola não está interessa com a paz em Cabinda, mas em corromper os membros dos movimentos independentistas, para mostrar a comunidade internacional que não há instabilidade no enclave.

Para piorar, Emmanuel Nzita diz que vários integrantes do Flec são perseguidos nos campos de refugiados do Congo Brazaville e da RDC, por supostos agentes secretos angolanos em colaboração com os respectivos países.

“Já usaram António Bento Bembe, Zulo, Zecamando e agora estão a usar o alegado general José Sumbo, como interlocutor válido da população, porém, saibam que Cabinda não é propriedade privada de ninguém, mas do seu povo que muito clama por melhores condições e uma atenção especial para província em recursos minerais”, avisou o líder exilado.

Hemingarda Manuel

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