Crescem inúmeras denúncias sobre como o antigo presidente do Conselho de Administração da Endiama, António Carlos Sumbula, “engorda” a sua fortuna, promovendo o garimpo ilegal de diamantes nas Lundas, através da empresa Mi Diamond, Limitada, conotada a si.

Não obstante às autoridades de defesa e segurança terem acabado com o garimpo ilegal e encerrado algumas casas de vendas de diamantes no leste de Angola, o que a apúbilca sabe de sobas e activistas é que esta actividade voltou à baila sobre a suposta cobertura da Mi Diamond, LDA.

Duas autoridades tradicionais, João Muamuxico e Mwante Nshind,ouvidos a partir dos Municípios do Cuango e Lucapa, província da Lunda Norte, fazem saber a este jornal que naquela região diamantífera, até antes da “Operação Transparência”, era de terror, devido o pânico espalhado por homens alegamente amando de António Carlos Sumbula.

Ao antigo gestor da Endiama pesam ainda acusações de supostas mortes de jovens que se dedicam ao garimpo, sevícias, expropriação de terrenos de sobas e populares.

Henrique Lovua, um dos parentes do soberano sua Majestade Mwante Nshind, sublinha que o seu tio foi surpreendido com expropriação do seu terreno por parte de homens que supostamente prestam serviço a Carlos Sumbula.

A dispusta, conta o nosso entrevistado, em torno do terreno do Mwante Nshind que terá legalizado para exploração artesanal de diamantes no Lucapa, para surpresas do soba, no mesmo local apareceu um projecto ligado a António Carlos Sumbula.

Segundo o soba João Muamuxico, 69 anos, os jovens que se dedicam ao garimpo ilegal de diamantes em Cafunfo, que não queiram vender as pedras às casas que se identificam Mi Diamond, Limitada, desaparecem ou são encontrados mortos.

Refere que todas as semanas eram encontradas nas zonas de garimpo e de cultivo dessa região diamantífera pessoas mortas a golpes de arma branca ou a tiro.

“Quem tem praticado estas mortes são as sociedades diamantíferas que trabalham na nossa terra, mormente ligadas aos generais e ao senhor António Carlos Sumbula.

“Nós temos provas de várias pessoas que perderam a vida por não aceitarem dar as suas lavras para fins de exploração mineira. Quando assim acontece, eles acham que têm de matar para melhor trabalharem”, acusa aquela autoridade tradicional.

Estas acções, explica, fizeram com que se propagasse um clima de medo e de terror na zona diamantífera do Cafunfo, tida como uma das mais exploradas e mais rentáveis da Lunda-Norte.

Mi Diamond a “capsula” de Sumbula

Em contramão com a Lei de probidade Pública, de acordo com o Maka Angola, António Carlos Sumbula aproveitou-se do cargo de presidente do Conselho de Administração da Endiama para impulsionar a ilegalidade na extracção de diamnates, usando Mi Diamond, Limitada, virada a comercialização de diamantes e outros recursos naturais, prospecção, pesquisa e produção de recursos mineiros.

Como escape dos seus negócios com os garimpeiros, aquela plataforma digital descreve que o antigo boss da ENDIAMA terá encontrado um libanês identificado com o nome de Boss Mouien, que se assumia como o principal comprador de diamantes do garimpo na região do Cuango.

O site revela ainda que pela Mi Diamond criada por António Carlos Sumbula em Agosto de 2006, dá rosto Miguel António Chambole, que cabe simbolicamente 1% do negócio e restantes do capital ao antigo PCA da Endiama.

Em Cafunfo, contam as fontes, é o centro que a Mi Diamond passou a controlar dezenas de casas de compra, orquestradas por cidadãos libaneses, um belga, um francês e um brasileiro.

O Corpo de Segurança de Diamantes, por exemplo, emite as credenciais dos compradores da Sodiam e da Mi Diamond, mas não fiscaliza a acção destes.

Há ainda o envolvimento directo de compradores, como o belga Cixten como é conhecido localmente, no patrocínio directo de grupos de garimpeiro, sobretudo nas áreas de Kavuba e Ngana Canga.

Não é só em Cafunfo onde Carlos Sumbula tem contuários, na vila do Cuango, em Xamiquelengue e Muxinda, também existem casas sobre o seu controlo.

O portal ligado ao jornalista Rafael Marques de Morais explica que o garimpeiro vende os diamantes à Mi Diamond sem qualquer registo de transacção e a preço de cartel.

Estes valores de compra são acordados entre os vários contuários, em prejuízo dos garimpeiros, e sem qualquer correspondência ao valor real dos diamantes transacionados.

VTB ÁFRICA S.A, o depósito de Sumbula

Em 2006, António Carlos Sumbula e alguns sócios russos e angolanos decidem lançar o banco VBT África S.A, sendo como principal accionista o VTB Moscovo com uma participação de 50,1%.

Desde a sua fundação, o VBT África S.A passou a ser um dos “cofres” onde o antigo Vice-ministro da Geologia e Minas faz o seu depósito em dinheiro para garantir a segurança dos seus negócios.

A instituição bancária que funciona na rua da Missão, nº 22,r/c no Distrito Urbano das Ingombotas, António Sumbula entrou com uma percentagem 49,87%, e as restantes acções ficaram atribuídas a Robim Manuel Quimbala, Miguel António Chambole e a José Luís Alves.

Aquando da inauguração da instituição bancária, os responsáveis alegavam que a rede de distribuição está direccionada para o mercado empresarial e, entretanto, a prestação de serviço baseia-se no contacto próximo com o cliente e privilegiando as reuniões junto dos clientes.

Em meados dos anos 90, foi Vice-ministro da Geologia e Minas ao tempo do GURN, e tinha a importância por ter mais poderes que o então ministro indicado pela UNITA. Foi afastado em circunstâncias nunca esclarecido e reabilitado, em Novembro de 2009, para chefiar a principal diamantífera estatal.

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